Série Crônicas




Nobre Velhinho

por Allan Garrido

Lá , numa cidadezinha do interior morava um velho sábio,mas que todos não acreditavam,era na sua  sabedoria e sempre que podiam  caçoavam do pobre velhinho. Crianças, jovens e adultos ,todos sem exceção, não perdoavam a triste situação do ancião. Mas havia alguém entre tantos na multidão que ouvia o sábio , um menininho sentava e escutava o que ele tinha à dizer. Pessoas, passavam tiravam sarro, riam, xingavam mas o menino não estava nem aí, punha os ouvidos ali e doava-os prontos a ouvir. O tempo foi passando e um dia o nobre velhinho deixou de existir as crianças que caçoavam cresceram, os adultos que xingavam envelheceram e os jovens por fim tornaram-se adultos.
O menininho que ali sempre escutava o ancião, arrumou sua vida constituiu família, filhos e sempre ensinado a lição do amor. As pessoas que maltratavam verbalmente o velhinho constituíram família, tiveram filhos e “arrumaram” suas vidas. O tempo passou os filhos do menininho agora adultos com muito amor e carinho assinalaram a lição do pai, trataram até a sua velhice, até os útlimos dias de sua vida. Os filhos daqueles que maltratavam o velhinho, pegaram , jogaram os pais num asilo e se livraram daquilo que os mesmos se tornou para eles
Um xingamento físico, pois davam “despesas”, um xingamento moral, pois lhes davam “vergonha”.
E no pensamento do menininho, agora homem de bem, fica a mensagem:
“Nunca faça para as outras pessoas, aquilo que você não faria a ti mesmo”

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